Personalidade do Mês: John Lasseter

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John Lasseter é um dos nomes mais importantes da Disney/Pixar e a personalidade deste mês. Animador, produtor, director…faz basicamente tudo, e com bastante talento, diga-se de passagem! Vem conhecer melhor a vida e a obra deste grande homem!

 

Esta brilhante personalidade nasceu a 12 de Janeiro de 1957, tendo hoje, portanto, 52 anos! Vive actualmente com a mulher, Nancy, em Sonoma, na Califórnia, e tem cinco filhos, entre os 10 e os 25 anos. Para além da sua profissão ligada à animação, John acompanha também o negócio da família, ligado ao vinho. Lasseter sempre gostou de desenhos animados e nem por lidar com eles todos os dias deixou de gostar, muito pelo contrário. Outro aspecto que torna este homem tão peculiar é o facto de coleccionar brinquedos, algo realmente engraçado!

Quando era mais novo, o seu pai trabalhava na Volkswagon e a sua mãe era professora de artes no ensino secundário –

o que contribuiu para o gosto deste animador pela área do design. Já em criança a mãe tinha notado o gosto do filho por desenhos animados (sobretudo por Chuck Jones), e desde sempre o encorajou a enveredar por este meio. Assim sendo, com o apoio da família, Lasseter formou-se no Californian Institute of Arts, e teve o privilégio de ser ensinado por três veteranos da Walt Disney Company: Eric Larson, Frank Burgess e Ollie Johnston. Entre os seus colegas, constavam dois nomes que viriam a ser tão grandes como o dele: Brad Bird e Tim Burton!!

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Ainda durante a sua formação superior, John juntou-se à Disney, trabalhando no seu parque temático da Califórnia. Pouco tempo mais tarde, a sua sorte mudou e conseguiu um cargo no departamento de animação Walt Disney Feature Animation. As coisas não correram mal, mas também não foram da melhor maneira possível. Depois do lançamento de 101 Dálmatas – que foi, na sua opinião, um filme que alcançou um patamar elevadíssimo – as produções caíram quase que na rotina, sem muita criatividade ou originalidade: faltava inovação! Entre 1980 e 1981 ele, por coincidência, teve conhecimento das primeiras técnicas de animação computorizada. No entanto, só lhe deu a devida importância aquando do convite dos seus amigos Jerry Rees e Bill Kroyer para ver os avanços técnicos conseguidos no filme Tron. Foi então que se apercebeu das potencialidades que os computadores tinham para oferecer –

surgiu daqui a ideia do 3D que viria a transformar completamente o mundo da animação! As 3 dimensões trariam uma interactividade nunca antes vista!

Mais tarde, ele e Glen Keane discutiam sobre as possibilidades de fazer um filme em que esta nova técnica de animação fosse experimentada, e um dos candidator foi The Brave Little Toaster de Thomas Disch! Ficou acordado que assim seria, mas Keane, por precaução, preferiu começar por algo de dimensões mais pequenas –

assim decidido, a cobaia foi Where the Wild Things Are? O resultado foi deveras satisfatório: já havia segurança para se prosseguir para algo de maior porte! Lasseter, Keane e Thomas L. Wilhite embrenharam-se neste projecto, e, especialmente Lasseter, deu tudo por ele. Devido a tanto empenho, o sentimento de desilusão foi muito grande quando o administrador de animação Ed Hansen rejeitou a produção, por simplesmente não ter gostado. Acabou por perder o seu emprego e o filme foi lançado após nova produção nos velhos moldes do 2D.

 

A sua jornada estava ainda apenas no inicio, portanto, a luta continuou, e ainda bem que assim foi! A próxima paragem era a Lucasfilm Computer Graphics Group. Apesar dos vários contactos feitos a inúmeras pessoas, entre elas Alvy Ray Smith e Ed Catmull, não conseguiu nada, mas mesmo assim não desistiu. Foi numa conferência no Queen Mary em Long Beach que a sua sorte pareceu estar a mudar. Encontrou novamente Catmull, com quem falou bastante – antes do fim do dia já tinha assegurado um contrato de trabalho como ‘interface designer’. Trabalharia com Catmull e todos os seus colegas naquela que viria a ser a primeira curta-metragem animada por técnicas computorizadas.: As Aventuras de André e Wally B. A revolução foi total e excedeu totalmente as expectativas de todos, especialmente de Lasseter –

cuja ideia inicial era a de criar apenas os fundos com esta nova técnica, e não toda a animação, como aconteceu. Era tempo de progressos e ninguém o poderia negar. A perfeição das técnicas crescia a olhos vistos e tinha chegado a altura de ganhar coragem, dar um passo em frente e, assim, avançar para o patamar seguinte: a criação de uma longa-metragem produzida, na sua totalidade, por técnicas de animação computorizadas. O felizardo era Toy Story que iria catapultar para o palco da fama em 1995!

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Em 1986, quando a parte de animação digital da Lucasfilm tinha dado provas do seu grandioso crescimento, Steve Jobs adquire-a e transforma-a na Pixar. O lugar de Lasseter estava mais do que conquistado e garantido: a partir daí trabalhou em todas as produções animadas desta empresa no cargo de produtor executivo. Dirigiu ainda Toy Story, Toy Story 2, Uma Vida de Insecto e Carros.

 

Em Abril de 2006 a Disney comprou a Pixar, e com isto, Lasseter volta a trabalhar na antiga empresa de animação. Foi nomeado chefe do departamento criativo tanto da Disney como da Pixar e conquistou ainda o lugar de principal consultor criativo da Walt Disney Imagineering (onde tem a função de ajudar no design das atracões dos parques temáticos). A partir daí trabalharia directamente com o chefe da Disney, Bob Iger, e teria ‘estrada-livre’ nos filmes nos quais trabalhasse com Roy Edward disney (sobrinho de Walt Disney). Esta junção dos dois estúdios de animação causou preocupação em muita gente, mas não em Lasseter. Este estava seguro porque “A Pixar tem uma cultura criativa única e não queríamos ver isso mudar. E não mudou, a Pixar está exactamente da mesma forma. O que mudou, e para melhor, foram os estúdios Disney”

. Prova viva de que não havia razões para receio foi o lançamento de Ratatui, a primeira produção originada pelo trabalho coordenado dos dois estúdios.

 

Em Dezembro de 2006 Lasseter anunciou que a Disney iria voltar a produzir curtas-metragens que seriam lançadas posteriormente. Esta foi a maneira que John encontrou para atrair novos talentos à companhia –

além de que seria uma óptima aposta em termos de inovação e experimentação de novas técnicas e ideias. As curtas tinham intenção de ser ou em 2D, ou em 3D, ou numa combinação de ambas!

 

A vasta experiência deste homem é ainda complementada pelo seu desempenho como produtor executivo em diversos filmes de Hayao Miyazaki (trabalhou em Ali Baba e os 40 Ladrões e em Heidi, Uma Menina dos Alpes), um animador japonês de quem é grande admirador e amigo chegado. Estes filmes acabariam por ser lançados nos Estados Unidos da América, ainda que dobrados em inglês.

 

Relativamente a prémios, estes não deixam mentir sobre a verdadeira capacidade e talento de Lasseter. Alcançou dois Academy Awards pela curta-metragem Tin Toy, assim como um Special Achievement Award por Toy Story. Foi ainda nomeado na categoria de Animated Feature por Carros e por Monstros e Companhia, e, para além destas, recebeu ainda mais duas nomeações: na categoria de Original Screenplay por Toy Story também, e na categoria de Curtas-Metragens por Luxo Jr. A acrescentar a todas estas obtenções de grande mérito, refere-se ainda a selecção, por Terry Gilliam, da curta-metragem Knick Knack como uma das melhores de todos os tempos!

Recentemente John Lasseter conquistou mais um prémio –

Leão de Ouro (Lifetime Achievement), pela inovação da animação contemporânea. O galardão vai ser entregue na 66ª edição do Festival de Veneza a realizar-se em Setembro deste ano (2009).

 

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Trabalhou (ou está a trabalhar) nas seguintes produções:

 

Como Director

Luxo Jr. (1986)

Red’s Dream (1987)

Tin Toy (1988)

Knick Knack (1989)

Toy Story (1995)

A Bug’s Life (1998)

Toy Story 2 (1999)

Cars (2006)

Mater and the Ghostlight (2006)

 

Como Produtor Executivo

The Adventures of Andre and Wally B (1984)

Geri’s Game (1997)

For the Birds (2000)

Monsters, Inc. (2001)

Spirited Away (2001)

Finding Nemo (2003)

Boundin’ (2003)

The Incredibles (2004)

One Man Band (2005)

Mater and the Ghostlight (2006)

Lifted (2006)

Meet the Robinsons (2007)

Ratatouille (2007)

WALL-E (2008)

Bolt (2008)

Tinkerbell (2008)

Up (2009)

The Princess and the Frog (2009)

Toy Story 3 (2010)

Cars 2 (2011)

The Bear and the Bow (2011)

Newt (2012)

King of the Elves (2012)

 

 

 

John Lasseter foi, há pouco tempo, considerado uma das personalidades mais influentes do mundo – conquistou o 35º lugar nesta categoria. Uma qualificação muito bem dada à grande pessoa que um dia disse: “A qualidade é um óptimo plano. Vamos levar isto onde nunca antes conseguiu ir!”

. É assim que produz, é assim que encanta!

O carisma deste homem fica bem patente em todo o seu trabalho e prémios arrecadados –

merece, sem sombra de dúvida, o enorme êxito que conquistou!

3 respostas a Personalidade do Mês: John Lasseter

  1. BB diz:

    Tãoo girooo!!
    Bjs BB @

  2. lara diz:

    bem grande essa historia mais eu li tudo e percebi que voce e muito boa pra digitar essas coisas!
    voce e de portugal?
    eu sou do Brasil por isso se voce for de portugal pode achar que eu escrevo mal
    espero resposta
    beijos

  3. ryan diz:

    oi jonh lessetter adoro seu filme polesempro carros toy story eu vou para loy langelas eu setou no brasil eu vou dar uma carta

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